OPINIÃO, Comentário, Crítica
Por razões técnicas que me são completamente alheias, nunca mais consegui publicar comentários a posts colocados neste blogue onde anos atrás me foi concedido o privilégio de aqui escrever.
Respeito sempre opiniões de outrem, concorde ou não com essas opiniões. O mesmo princípio para críticas directas.
Muitas décadas passadas a constatar como a instituição militar e os militares são tratados pelos poderes públicos cansa, e exaspera.
A mim exaspera.
Sentimentos de, mau tratamento, de injúria, creio que serão sentidos generalizadamente nas fileiras e, por exemplo também, vejo que as posições assumidas pela AOFA, de que sou associado há muitos anos, parecem dar-me alguma razão em como tudo isto vai bastante mal. Mas posso estar enganado.
Sempre manifestei as minhas discordâncias enquanto no activo, sempre em privado junto da hierarquia, nunca em público e menos ainda de forma desbocada, e em alguns casos foi por escrito. Alguma coisa paguei por isso.
Mas as minhas dores na coluna vertebral nascem das S e das L, e não por me ter vergado ao longo dos anos.
E tive sempre bem presente as diferenças abissais entre submissão e subordinação.
Sentir-me ao longo da vida e designadamente desde 1989 crescentemente desconsiderado como militar, não é certamente desculpa para reações mais violentas.
Poderá ser, eventualmente, atenuante.
Não é desculpa não ter controlado (e não estar a controlar completamente como devia) consequências de certos aspectos da vida privada, e deixar assim que a minha justificada ira de cidadão e de militar se tenha expressado no último post, também, com uma frase grosseira.
Bastaria ter escrito, por exemplo - "Não valorizo nada certos discursos e outras acções quando passaram mais 4 anos e praticamente nada se resolveu na vida dos militares, assistência médica, promoções, quadros, vencimentos”.
Presente que as minhas opiniões, como aliás as de todos, são passíveis de ponderação, concordância ou discordância, quanto ás várias questões de substância que mais uma vez entendi partilhar neste blogue, anoto os continuados silêncios.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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