Em cadete, estagiei
durante 1 mês em S. Jacinto, tendo chegado a descolar, voar e aterrar em Tiger
Moss.
Com 2º ten concorri
à aviação naval, mas não fui admitido por deficiência auditiva.
Indignado com o
pretendido fim, por entender que a Armada precisava de meios aéreos, ainda fui,
com outros camaradas, assistir ao debate na Assembleia, na vã esperança de que
a nossa presença demovesse tal decisão.
E, ao iniciar o
processo de renovação dos meios navais, que veio a ser concretizado com as
MEKO, indiquei como imperativo a existência de helicóptero nas fragatas, tendo,
inclusivamente, visitado a Westlland para ver e experimentar os Sea Linx. E
voei num deles da fábrica até Londres, sendo-me concedido que, durante algum
tempo do voo, o experimentasse, conduzindo-o e manobrando-o.
Em anexo uma foto da
minha passagem por S. Jacinto e cópia da capa do manual do Linx que me
ofereceram.
Por ter um tio piloto da Aviação Naval, curiosamente EMQ (terá sido o único?), tive em miúdo várias oportunidades durante férias na Costa Nova do Prado de visitar e almoçar com outros ex-aviadores navais na Base de S.Jacinto (ainda da Marinha), salvo erro sendo seu Comandante Trindade dos Santos. Aí ouvi histórias interessantíssimas e curiosas entre as quais dum importante Juiz de Aveiro a quem foi proporcionado um baptismo de voo, que depois de avisado para não se sentindo bem comunicasse pelo tubo de voz com o piloto nada mais disse até o piloto esgotar todas as manobras possíveis... e mais não digo. Os 100 anos da criação da Aviação merecerão certamente um evento e exposição para assinalar tal facto.
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